Conheça a história por trás de um simples palito de fósforo


A grande angústia do homem é o medo da morte.

Superar a morte era o objetivo da Alquimia, ciência antiga, que tinha por objetivo descobrir o Elixir da Longa Vida. A idéia era desenvolver uma poção que curaria toda sorte de doenças, prolongando a vida do ser humano de maneira ininterrupta.

Devido as suas propriedades resistentes à corrosão, os alquimistas acreditavam que o Elixir deveria conter ouro líquido em sua composição. Só que, por ser um metal que não é encontrado facilmente na natureza, era necessária a descoberta duma forma de transformar qualquer metal em ouro. Surgiu, então, a busca pela Pedra Filosofal, que os alquimistas atribuíam a ela a capacidade de eliminar todas as impurezas de um metal, transformando-o em ouro.

Henning Brandt, um alquimista alemão, sabia que a urina humana era uma boa fonte de obtenção de salitre, necessário para remover gorduras. E, provavelmente, por ter a coloração amarela, ele entendeu que poderia obter a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida através de experimentos na urina. Sendo assim, em 1669 Brandt colheu dezenas de baldes de urina de soldados alemães, armazenando em seu laboratório. Realizou uma série de processos e se decepcionou com o resultado: um “grude” branco e mole, em nada parecido com o ouro. Só que esse “grude”, além de brilhar no escuro, ardia em contato com uma chama. Brandt descobriu o elemento químico que ele nomeou como fósforo, do grego phosphorus, que significa “fonte de luz”. Na Tabela Periódica dos Elementos, o fósforo é representado pela letra P.

Algum tempo depois, mostrou a descoberta aos amigos e ganhou notoriedade pelo elemento brilhoso, algo inédito pra época. O fósforo acabou tornando-se mais caro que o ouro pois, para produzi-lo, processava-se muita urina. Brandt manteve segredo sobre os detalhes do processo químico.

Em 1680, sabendo que o fósforo era obtido de “algo pertencente ao corpo humano”, Robert Boyle, um físico inglês, percebeu que se tratava de urina. Conseguiu, de forma independente de Brandt, desenvolver um processo de obtenção do elemento químico, visando aproveitar suas propriedades de produzir chama. Inventou um objeto muito parecido com os fósforos de hoje, usando pedaços de madeira mergulhados em enxofre que, com o auxílio de fósforo e fricção, pegavam fogo. Entretanto, tal invento era fedido e venenoso. O projeto de comercializar tal produto acabou sendo abandonado.

Carl Scheele, químico e farmacêutico sueco, desenvolveu, em 1769, um método semelhante a pasteurização, possibilitando a produção do elemento químico fósforo em larga escala.

O primeiro palito de fósforo só foi inventado em 1827. O químico inglês John Walker produziu palitos de 8 cm, cobertos com o elemento químico fósforo, enxofre e alguns outros elementos químicos. O palito rapidamente se inflamava quando friccionado entre duas folhas de lixa. Esses primeiros fósforos eram caros e perigosos, pois pegavam fogo pelo simples atrito entre os palitos dentro da embalagem, causando alguns acidentes.

A solução para esses acidentes surgiu em 1855, quando o industrial sueco Johan Edvard Lundstrom inventou os chamados “fósforos de segurança”, termo empregado até hoje. A idéia foi tirar o elemento fósforo do palito, colocando-o nas lixas, mantendo no palito os demais elementos necessários para a produção do fogo. Isso eliminou o risco dos palitos se incendiarem por qualquer atrito.

Os palitos de fósforo atuais são embebidos em parafina e contém, em sua cabeça, clorato de potássio. O fósforo, elemento químico, é colocado apenas nas lixas da caixinha, que são feitas de areia e um finíssimo pó de vidro. O fósforo gera uma faísca quando riscamos o palito na lixa, causando a queima do clorato de potássio, o que gera grande quantidade de oxigênio e fogo. A parafina mantém a chama queimando a madeira do palito, que se consome em, aproximadamente, 10 segundos.

Existe o interesse em desenvolver um palito de fósforo que não acaba. Só que, atualmente, todos os métodos desenvolvidos mostraram-se inúteis. Tais fósforos são difíceis de riscar e, além disso, são venenosos.

Fontes: Swedish Match do Brasil, Revista Mundo Estranho, Curiosidades do Mundo, Curiosidades da FísicaFato e Farsa

Imagem destacada: Química Farah

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